sexta-feira, 22 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
Bom dia!
Acordei com uma enorme sensacao de paz.
Sofa, pijama, uma serie... a casa comeca a acordar.
E ca em casa, quem acorda primeiro faz o pequeno almoco...logo, acabou o sossego.
E ca em casa, quem acorda primeiro faz o pequeno almoco...logo, acabou o sossego.
A paginas tantas procuo a paz e nao a encontro!
tenho a C. em cima de mim a querer colar autocolantes pela minha cara.
O A. esta todo colorido com os tais autocolantes.
E berros, e "sai da frente", "vai tomar banho"... Socorro!
E berros, e "sai da frente", "vai tomar banho"... Socorro!
sexta-feira, 1 de junho de 2012
MEC
"Desmorrer, de Miguel Esteves Cardoso! (in Público, 30.05.12)
Desta vez, a Maria João teve sorte. Nunca tinha visto uma médica a chorar. Foi a Maria João que puxou as lágrimas, quando a Dra. Teresa Ferreira lhe disse que não havia mais metástases dentro dela. Ficámos os três a chorar e a olhar para os outros olhos a chorar.
A minha amada já tinha esquecido o futuro. Já não queria saber da casa nova, do tecido para forrar os sofás, do Verão seguinte. Estava convencida que estava cheia de metástases. Doía-lhe o corpo todo. Tinha desanimado. Estava preparada para a morte. Só a morte é mais triste. Tinha-se preparado para ouvir o que já sabia, para não se assustar quando lhe dissessem que o cancro na mama tinha voltado e que se tinha espalhado por toda a parte.
Depois - mas não logo, porque não é de momento para o outro que se desmorre - voltou a ver vida pela frente. Reapareceu um horizonte e um caminho até lá, com passos para dar. "São tão raras as boas notícias", disse a médica, "e é tão bom dá-las, vocês não imaginam". Nós não imaginámos. Começámos a chorar. As lágrimas ajudam muito. As dos outros especialmente. Chorar sozinho não tem o mesmo efeito. A Maria João tem chorado por razões tristes. Desta vez estava a chorar de felicidade.
Como chora cada vez que ouve ou lê palavras doces, a dar força, a partilhar a dor, a juntar-se para que ela saiba que há muita gente a sofrer com ela, tal é a vontade delas que ela não sofra. Ou sofra pouco. Embora isto de se ficar vivo também se estranhe um bocadinho."
Desta vez, a Maria João teve sorte. Nunca tinha visto uma médica a chorar. Foi a Maria João que puxou as lágrimas, quando a Dra. Teresa Ferreira lhe disse que não havia mais metástases dentro dela. Ficámos os três a chorar e a olhar para os outros olhos a chorar.
A minha amada já tinha esquecido o futuro. Já não queria saber da casa nova, do tecido para forrar os sofás, do Verão seguinte. Estava convencida que estava cheia de metástases. Doía-lhe o corpo todo. Tinha desanimado. Estava preparada para a morte. Só a morte é mais triste. Tinha-se preparado para ouvir o que já sabia, para não se assustar quando lhe dissessem que o cancro na mama tinha voltado e que se tinha espalhado por toda a parte.
Depois - mas não logo, porque não é de momento para o outro que se desmorre - voltou a ver vida pela frente. Reapareceu um horizonte e um caminho até lá, com passos para dar. "São tão raras as boas notícias", disse a médica, "e é tão bom dá-las, vocês não imaginam". Nós não imaginámos. Começámos a chorar. As lágrimas ajudam muito. As dos outros especialmente. Chorar sozinho não tem o mesmo efeito. A Maria João tem chorado por razões tristes. Desta vez estava a chorar de felicidade.
Como chora cada vez que ouve ou lê palavras doces, a dar força, a partilhar a dor, a juntar-se para que ela saiba que há muita gente a sofrer com ela, tal é a vontade delas que ela não sofra. Ou sofra pouco. Embora isto de se ficar vivo também se estranhe um bocadinho."
terça-feira, 8 de maio de 2012
MEC
“Voltámos para casa anteontem [sexta-feira], nesse dia sagrado. Não há no mundo maior delícia do que a normalidade. Cada palavra da Maria João soa-me a música amada. Nos livros avisam que a remoção de tumores cancerosos do cérebro pode provocar alterações de personalidade.
Eu tinha medo que ela deixasse de ser a Maria João que eu amo. Mais medo ainda tinha que ela deixasse de me amar. A primeira vez que a vi, poucas horas depois da cirurgia, no remanso dos cuidados intensivos, perguntei-lhe se ela me reconhecia. E ela recuou a cabeça ligada, fez uns olhos de surpresa repugnante e perguntou, com convencimento: “Mas quem é o senhor?”
Nem sequer foi o sentido de humor a primeira coisa a regressar. Nunca se foi embora. A Maria João não recuperou: manteve-se. O milagre não lhe era exterior. O milagre é ela. Ela e todas as pessoas de quem ela gosta, que gostam dela.
Eu bem que tento guardá-la como um segredo. Mas só estou bem, quando tenho a sorte de ouvi-la e a vê-la e a vivê-la. Escrever sobre ela é a coisa mais fácil que faço: é uma preguiça e um prazer, como se conseguisse enganar quem me lê. É virar as costas ao mundo, que vai tão mal. Mas que é um mundo que ainda contém a Maria João, a pessoa que eu amo, que ainda aceita o amor que lhe tenho. Que cresce, ao contrário do cabrão do cancro, previsivelmente, certamente, sem fazer mal; fazendo bem.
Meu grande amor: seja de que maneira for, continua. Mesmo deixando de gostar de mim. Mas continua. Vive!”
DAQUI
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Feriado, aos olhos da C.
Ontem foi feriado para mim. O A. trabalhou.
Perguntei à nossa filha:
"Vamos passear?"
Ao que ela responde:
"Não me apetece... sem o pai não..."
Estou feita... eu sozinha não interesso para nada...
Mas a resposta soube-me tão bem!
Perguntei à nossa filha:
"Vamos passear?"
Ao que ela responde:
"Não me apetece... sem o pai não..."
Estou feita... eu sozinha não interesso para nada...
Mas a resposta soube-me tão bem!
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Obrigada Jerónimo, pela lição! Há que lutar pela sobrevivência!
"Há um ditado popular do qual sempre gostei, segundo o qual, a melhor defesa é o ataque! E hoje assim foi: a promoção da Jerónimo Martins, em resposta às críticas dos sindicalistas no 1º de Maio, colocou os sindicatos em cheque. Reduziu-os à insignificância. E demonstrou à saciedade que as pessoas, antes de lutarem pelos seus direitos, lutam sim pela sua sobrevivência."
Ricardo Arroja in "O Insurgente".
Ricardo Arroja in "O Insurgente".
terça-feira, 24 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Das flores...
Ai, as Tulipas.
Adoro flores, adoro Tulipas e Orquídeas!
Mas eu detesto ter flores a morrer em jarros... mas adoro ter flores em casa!
Como resolver esta questão?
Adoro flores, adoro Tulipas e Orquídeas!
Mas eu detesto ter flores a morrer em jarros... mas adoro ter flores em casa!
Como resolver esta questão?
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